18 de outubro de 2012 @ 14:45 / 3 thoughts
Mas depois ouço a chuva bater lá fora e sei que bem nos recônditos do meu ser, o que eu quero mesmo não é ser poeta. É ser poema.
10 de outubro de 2012 @ 19:10 / 2 thoughts
Sinto a frieza da tua pele ao meu toque. Sinto o vazio nos teus olhos à minha chegada. O meu desejo de te ter, de te guardar em mim e para mim, grita mais alto do que as espadas que se erguem em minha defesa. E eu ignoro os avisos e dou-te suspiros, iludo os meus próprios sentidos e escolho ser tua. O meu coração quebra-se e eu sou tua. As paredes da minha alma racham e eu sou tua. Estou de joelhos na noite escura, com lágrimas salgadas a acariciar-me a face e eu sou tua. Oh meu amor, eu bato no fundo, mas prefiro morrer no gelo dos teus braços do que nos dias mornos sem ti.
Dizem que é possível sentires saudades de sítios que nunca visitaste, de pessoas que nunca conheceste, de coisas que nunca viveste. Olhando-te de frente, morro de saudades do que nunca foi meu.
9 de outubro de 2012 @ 16:52 / 2 thoughts
Pediram-me que falasse de ti. Que te descrevesse, que falasse em medidas em vez de sonhos, em formatos em vez de emoções, em cores em vez de sentidos. Um milhão de palavras desajeitadas estava prestes a brotar dos meus lábios quando hesitei. Porque haveria de te descrever imperfeitamente? Ou deixar de lado tanto do que tu és? Então falei. Ele é como aquele momento delicioso dos domingos de manhã, quando estou semi-adormecida, semi-acordada, com aquele sonho ainda a saltitar na minha mente. Ele é como o perfume que me persegue por quarteirões depois de passar um roseiral. É aquela música que te arrepia a pele, e muitas vezes os próprios ossos. Ele é aquilo que te mata uma fome de algo que não sabias ter. É o alpendre com cheiro a café e paisagens de verão. É a melodia adocicada de risos em uníssono, e se por vezes a felicidade é palpável, é nele que estás a tocar.
@ 00:02 / 2 thoughts




