Pediram-me que falasse de ti. Que te descrevesse, que falasse em medidas em vez de sonhos, em formatos em vez de emoções, em cores em vez de sentidos. Um milhão de palavras desajeitadas estava prestes a brotar dos meus lábios quando hesitei. Porque haveria de te descrever imperfeitamente? Ou deixar de lado tanto do que tu és? Então falei. Ele é como aquele momento delicioso dos domingos de manhã, quando estou semi-adormecida, semi-acordada, com aquele sonho ainda a saltitar na minha mente. Ele é como o perfume que me persegue por quarteirões depois de passar um roseiral. É aquela música que te arrepia a pele, e muitas vezes os próprios ossos. Ele é aquilo que te mata uma fome de algo que não sabias ter. É o alpendre com cheiro a café e paisagens de verão. É a melodia adocicada de risos em uníssono, e se por vezes a felicidade é palpável, é nele que estás a tocar.

9 de outubro de 2012 @ 00:02 / 2 thoughts


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