Quero percorrer a curva da tua orelha, lamber as histórias gravadas nas ruas da tua pele. Quero queimar-me sem medo no Sol do teu corpo e mergulhar no oceano do teu sorriso. Quero que derrubes os pilares que me sustentam a alma, sem medos, mas que me deixes ser o teu oásis. Quero ser a costa para o teu coração naufragado, e o abrigo para a tua alma desalojada. Quero evaporar-me para os céus a cada toque teu, e embrulhar a minha alma na tua. Quero afagar o teu rosto, deslizar os dedos pelo teu pescoço, pousar a palma no teu peito e ser a canção que te embala pela noite dentro.
Mas depois ouço a chuva bater lá fora e sei que bem nos recônditos do meu ser, o que eu quero mesmo não é ser poeta. É ser poema.

10 de outubro de 2012 @ 19:10 / 2 thoughts


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