Sinto a frieza da tua pele ao meu toque. Sinto o vazio nos teus olhos à minha chegada. O meu desejo de te ter, de te guardar em mim e para mim, grita mais alto do que as espadas que se erguem em minha defesa. E eu ignoro os avisos e dou-te suspiros, iludo os meus próprios sentidos e escolho ser tua. O meu coração quebra-se e eu sou tua. As paredes da minha alma racham e eu sou tua. Estou de joelhos na noite escura, com lágrimas salgadas a acariciar-me a face e eu sou tua. Oh meu amor, eu bato no fundo, mas prefiro morrer no gelo dos teus braços do que nos dias mornos sem ti.
Dizem que é possível sentires saudades de sítios que nunca visitaste, de pessoas que nunca conheceste, de coisas que nunca viveste. Olhando-te de frente, morro de saudades do que nunca foi meu.

9 de outubro de 2012 @ 16:52 / 2 thoughts


« Older posts Newer posts»